EXPOSIÇÃO “OSSUS DU OFICIU” DE LUÍS FILIPE . GALERIA MUNICIPAL

6.Foto cartazSOBRE SI

“Luís Filipe Rodrigues Lopes, nasci em Lisboa a 24 de julho de 1956, mas desde os quatro anos de idade que resido no Entroncamento onde cresci, estudei, formei família e trabalho. Sou ferroviário, serralheiro de profissão e desde cedo que dedico algumas horas do meu lazer à poesia, à fotografia e já mais tardiamente ao artesanato em ferro, barro e madeira do qual sobressai mais expressivamente a execução de casinhas de barro em miniatura.

São estes os antidepressivos que encontrei naturalmente para ajudar a esquecer e ultrapassar alguns dos pequenos obstáculos do dia-a-dia. Mas é na fotografia e na poesia, participando em jogos florais, concursos literários e concursos de fotografia, que tenho obtido alguns prémios em vários pontos do país, o que, de modo significativo tem contribuído para o evoluir de uma simples e puramente amadora carreira artística. Os temas que mais me motivam e inspiram são o sonho, o bem-estar, a paz e a natureza, sendo, portanto, com estes ingredientes, que vou produzindo sem grandes artefactos ou truques de magia, coisas simples e pequenas, por vezes com pouco significado mas que me saem da alma.”

SOBRE A EXPOSIÇÃO

“Esta exposição já com alguns anos de atraso, acontece finalmente para minha satisfação e realização pessoal. Esteve pensada para o ano em que fiz 50 anos, mas porque a sua organização não me foi possível, passou para a prateleira das ideias, até ser pensada para 2016, o que, por motivos de agendamento, também não foi possível concretizar, tendo ficado nessa altura agendada para 2017, em data que coincide com o dia do meu 61º aniversário.

E pronto, sinto-me muito bem comigo próprio, por pensar que consegui reunir numa só exposição, aquilo que tenho para mostrar, se bem que, muita gente já conhecerá parte do meu trabalho através das feiras de artesanato em que participei, não só no Entroncamento, mas também nas localidades vizinhas, quase sempre em representação do nosso concelho, que muito me honrou representar.

Esta exposição, um pouco diferente das habituais, pela particularidade de abranger várias expressões “artísticas”, irá, assim o espero, ao encontro do gosto de quem a visitar, não só pela variedade de conteúdos e temas, mas também pela originalidade dos trabalhos apresentados, ou seja: as fotos não estão apenas penduradas em dois fios de nylon, os poemas não estão escritos numa folha A4 ou A3 impressos numa vulgar impressora e as casinhas não estão apenas colocadas numa prateleira ou sobre uma mesa. Como é meu apanágio, quis apresentar algo mais, não só para proporcionar a quem visita, algo diferente, mas também porque faz parte do meu gosto por aquilo que realizo.

Espero sinceramente que qualquer visitante goste do que lhe é dado a ver e, se possível que expresse a sua opinião, quer escrita, quer pessoalmente, para que eu possa ponderar outras exposições, em outros locais, se houver organizações ou instituições que manifestem interesse para que isso aconteça.” – Luís Filipe

FILARMÓNICA “UNIÃO ARTISTA” DE SÃO ROQUE DO PICO (AÇORES) SÁBADO . 8 DE JULHO . ENTRADA LIVRE .21h30

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BREVE RESENHA HISTÓRICA

“Tendo como berço o vetusto Convento de S. Pedro de Alcântara, sito ao Cais do Pico, Vila de São Roque do Pico, a um de Março de 1880, exibia-se pela primeira vez em público a Sociedade Filarmónica União Artista.

O seu fundador e primeiro maestro foi um funcionário público de nome Manuel Garcia e Simas.

Desde sempre que esta freguesia estava vocacionada para a música, fazendo parte do seu ser e do seu sentir. Ranchos de Natal, seus bailaricos, teatros e sobretudo as chamadas “capelas”, que animavam a liturgia dos atos religiosos, foram fatores decisivos para que esta agremiação um dia fosse realidade. Acresce ainda, a influência franciscana que por aqui deixou rastos de beleza que a música expressa.

Vinte anos após a sua existência, seu mestre, o Senhor Miranda, houve por bem fundar uma nova sede em S. Roque, onde residia, para assim lhe prestar melhor assistência. O povo do lugar do Cais do Pico não gostou e, com elementos desta banda e outros mais, fundou uma nova filarmónica – a Liberdade do Cais do Pico – tendo-se criado então, entre as duas, certa rivalidade, o que redundou no maior empenho dos tocadores e dos seus sócios para mais e melhor.

Sempre pronta em servir, a União Artista já esteve por variadíssimas vezes em todas as freguesias da ilha e, em anos atrás, quando o isolamento das mesmas era uma realidade, tocadores e simpatizantes, instrumentos às costas, percorriam a pé quilómetros e quilómetros, atravessando a ilha pela Serra, para honrar os seus compromissos.” (excertos do trabalho s/ a história desta Filarmónica da autoria do comendador P. José Idalmiro A. Ferreira)

Todas as ilhas dos Açores a conhecem, pois em oito delas (exceção feita ao Corvo) se exibiu várias vezes.

Nos últimos anos deslocou-se em 1977 ao III Intercâmbio das Casas do Povo dos Açores, na Terceira, três anos mais tarde participou nas Sanjoaninas Angrenses e mais recentemente atuou em Santa Cruz das Flores (1995), Povoação – S. Miguel (1996), Biscoitos – Terceira (1997), S. Lourenço – Santa Maria (1998), Nordeste – S. Miguel (1999), Cambridge e Oackville – Canadá (2001) e novamente Santa Cruz das Flores (2002).

Em 2005 concluiu o intercâmbio, iniciado em 2003 com a vinda à nossa ilha do Pico da Filarmónica “Aurora Pedroguense” de Pedrógão Pequeno, Município da Sertã, com a nossa deslocação àquela vila da “zona do Pinhal”, distrito de Castelo Branco, tendo actuado ainda em Oleiros e Idanha-a-Nova.

Na nossa ilha, todos os anos participa nas principais festas concelhias: Cais Agosto, Santa Maria Madalena e Semana dos Baleeiros – Nª. Sª. de Lurdes (Lajes do Pico); Bom Jesus de S. Mateus, Festas paroquiais do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade e nos oragos de várias freguesias, numa tradição de longas décadas e na Festa anual da Filarmónica União Ribeirense de Santa Bárbara. Não raro, como em 2005, participa na Semana do Mar, na Festa de Nª. Sª. das Angústias, no Faial ou na Semana Cultural das Velas.

Mantém desde 1978 uma escola de música apoiada pelo competente departamento do Governo Regional, de onde saem anualmente os jovens que vão renovando esta Filarmónica.

Em 9 de Abril de 2001, foi declarada Instituição de Utilidade Pública, por Despacho de S.Exa O Presidente do Governo Regional dos Açores.

Aquando das comemorações do 120º aniversário da sua fundação, emitiu-se uma Medalha comemorativa e foi editado, com o apoio da DRAC e do Município, o livro (Monografia) desta Filarmónica da autoria do Comendador P. José Idalmiro Ávila Ferreira, ilustre filho desta terra – Sinfonia dos 120 anos da “União Artista” – onde se compilou muita da história desta instituição cultural, que é uma das poucas filarmónicas da ilha e dos Açores que manteve sempre uma atividade ininterrupta.

Em 2005 comemorámos o nosso 125º aniversário, com a emissão de uma Medalha alusiva a esta data, além do lançamento do nosso 1º CD com a gravação dos números mais significativos do nosso reportório musical, além de outros eventos que assinalaram condignamente este marco histórico na vida de qualquer agremiação socio-cultural. Realizámos também em 2005, uma deslocação à Califórnia, Estados Unidos da América – cidades de San Diego, Tulare, San José, Hanford e Hayward – com o apoio, na receção e estadia, dos nossos emigrantes.

Em Agosto de 2007 inaugurámos a nossa nova Sede Social com excelentes infraestruturas para ensaio, e todas as funções inerentes ao normal funcionamento diário da nossa filarmónica e com outras instalações muito bem idealizadas para convívio dos sócios e familiares, contando com um enorme salão com palco e camarins, além de um bar de apoio.

Recentemente tivemos uma deslocação em intercâmbio à Praia da Vitória com a Filarmónica União Praiense e voltámos à ilha das Flores à Festa do Emigrante em Julho de 2015.

No último verão fomos à Festa de Santa Maria Madalena e à Semana do Mar na Horta-Faial participar no I Festival de Filarmónicas do Triangulo, a única que representou a ilha do Pico, além das festas religiosas tradicionais na ilha e na Paróquia que costumamos anualmente abrilhantar.

Contamos atualmente com cerca de 35 elementos, tendo como maestro o Prof. e Compositor Helder Bettencourt e a direção é presidida por Maria dos Anjos do Nascimento Silva.

Esta é pois uma breve resenha da atividade/história desta Filarmónica.

Julgamos dar assim, uma panorâmica geral das nossas atividades ao longo dos anos.”

São Roque do Pico, 2017.01.27