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Município do Entroncamento Cultura

Exposição de Pintura “HOMENAGEM AO IMPRESSIONISMO”

Exposicao

“Na rota dos pintores – Homenagem”

“Desde muito cedo que me senti atraída por obras de arte, principalmente por pintura, e uma paixão muito especial pelas pinturas impressionistas.

Durante a minha vida profissional o tempo para dedicar à pintura foi pouco. Após o termo da minha vida profissional, decidi dedicar-me à minha paixão de sempre, a pintura, e logo procurei ter aulas de desenho e pintura para aperfeiçoar os meus conhecimentos.

Face às minhas preferências artísticas, dediquei-me, desde o início, a pintar uma coleção de quadros de homenagem aos pintores impressionistas que mais aprecio. Entretanto, fui pintando outros quadros sobre outros temas, para exposições coletivas.

O interesse pelos pintores impressionistas levou-me em Maio de 2011 até  Aix-en-Provence onde visitei a casa onde viveu Cézanne em Jas de Boufon. Foi uma sensação muito agradável passear pelos jardins onde Cézanne pintou tantas obras, e logo decidi pintar os locais que Cézanne pintou, como os vi e senti naquela altura.

Ao visitar o seu atelier, foi como se tivesse feito uma viagem à época de Cézanne, foi como se entrasse num “templo”. Ali estavam peças e móveis que o artista pintou, foi como se sentisse a alma do pintor e a sua presença. Para mim era um ambiente mágico.

Percorrendo as ruas de Aix-en-Provence fiquei a conhecer as ruas que ele palmilhou, a casa onde viveu, fiquei, assim, a conhecê-lo um pouco melhor, e a apreciá-lo, ainda mais.

Foi como se tivesse encontrado um amigo que já conhecia há muito tempo, mas que agora me mostrava a sua intimidade, a sua casa, os seus jardins, as suas árvores, o seu local de criação artística. Esta proximidade reforçou, sem dúvida, os laços com Cézanne e a paixão pela sua obra.

Nesta viagem, visitei, também, os locais que Van Gogh pintou e onde viveu (Arles, Saint Remy).

Foi encantador ver a ponte pencil e outros locais que ele pintou. Nesses locais existem hoje cópias das suas obras, o que torna, ainda, mais interessante esta viagem ao mundo da pintura impressionista para quem como eu a aprecia tanto. É como viver um pouco um sonho, e se fechar os olhos, consigo de uma forma surreal viajar até ao mundo da pintura nessa época, qual “Meia noite em Paris” de Woddy Allen.

Aqui fica, então, esta singela homenagem ao impressionismo e aos impressionistas, Cézanne, Van Gohn, Monet e Degas.”

 

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EXPOSIÇÃO COLETIVA PELOS ALUNOS CEAC – V.N. BARQUINHA “AUTORRETRATO E AUTORREPRESENTAÇÃO”

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Exposição dos Alunos CEAC – V.N. Barquinha “Autorretrato e autorrepresentação”

Inauguração com Palestra pelo Pintor Carlos Vicente

O CEAC – Centro de Estudos de Arte Contemporânea da Barquinha é um espaço de artes, onde a discussão aprendizagem e interação entre alunos e professores é uma constante, como o representam os diversificados ateliers de desenho e pintura, fotografia e vídeo. Algumas incursões na poesia e no teatro, são também um complemento real ao slogan, BARQUINHA É ARTE aquando da implementação no seu parque de lazer de onze obras de escultura contemporânea dos mais relevantes artistas portugueses dos anos sessentas à atualidade.

As aulas dos diversos ateliers têm a duração de 3 horas semanais, acompanhadas por professores credenciados do IPT (graças a uma parceria entre o Município e o Instituto Politécnico de Tomar) e uma aula de atelier livre, para consolidar os conhecimentos da prática.

São também chamados aos ateliers, artistas nas mais diversas áreas para workshops ou palestras, que elucidam e ajudam os alunos, nas suas experiências artísticas.

Esta exposição de pintura aqui patente, foi um desafio lançado aos alunos este ano, para que interviessem pictoricamente no autorretrato e na autorrepresentação.

É, o resultado anual de parte do nosso trabalho, que expomos à consideração de outros olhares, que desta forma nos ajudam no nosso percurso artístico.

Esperamos proporcionar-vos momentos agradáveis ao olhar.

Alguns dos “artistas” aqui presentes:

Aida Santos

Almerinda Barrocas

Carlos Antunes

Dulce Simões

Isabel Gomes

Isabel Piçarra

Jorge Fonseca

José Dinis

Lino Lourenço

Maria Adelaide

Maria Clara

Conceição Rascão

Maria Eduarda

Maria Filomena

Isabel Fonseca

Lucinda Mendes

Maria Luísa

Manuela Paixão

 

Marília Aquino

Rogério Nunes

Isabel Costa

EXPOSIÇÃO DE PINTURA E DESENHO “EVOLUÇÃO” DE DAVID ESTEVES

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Esta exposição, um acumular de dois anos e meio de aprendizagem com o pintor Massimo Esposito e transformação pessoal, conta na sua ordem as ideias que David Esteves encontrou nesta fase que foi a sua própria “Evolução”. Com treino nos modos analíticos de representação de objetos e espaço, esta evolução traduz-se na exploração de diferentes formas de representação dos mesmos, atendendo agora à sua dimensão subjetiva, sob a forma de metáforas.

Com base nas texturas e narrativas de Zdzisław Beksiński e o auxílio da cor com Samantha Keely Smith. as técnicas de desenho encontraram as formas expressivas e abstratas da pintura a óleo, brincando assim com as formas de representação do olho humano e o uso subversivo uso de tecnologia nos tempos que correm. É uma janela sobre conceitos matemáticos e a cultura e psique humana, explorando os seus crack points, limites e vulnerabilidades.

Esta evolução traduz-se numa meta narrativa espelhada na sequência das obras, numa trajetória do objetivo, passando pela a narrativa de objetos para um futuro abstrato, no plano liberto de representação.

Desta forma o artista pretende sondar diferentes formas de interpretação da mesma ideia convidando novas histórias.

Ambiguidade.

 

Exposição de Registos – Arte Sacra de Francisco José Neto

Cartaz_Registos-Arte Sacra

Sinopse

Na época natalícia, tempo de visita de familiares e amigos, a proposta da Exposição “Registos – Arte Sacra” de Francisco José Neto, na Galeria Municipal do Entroncamento, apresenta-nos um conjunto de peças senão de visitação, pelo menos a recordação do que foi visitado. Eis-nos perante esta arte de pormenor que prima pelo brio do detalhe, do brilho e da devoção.

“Os “REGISTOS” de Santos, tiveram uma forte expressão a partir de meados do Século XVIII, assumindo uma função testemunhal do cumprimento de um voto, ou tão somente uma manifestação de fé.

Os ”REGISTOS” também serviam de protecção a um doente ou para decorar piedosamente os oratórios ou espaços privados, num sentir religioso profundamente intimista e personalizado.

Os ”REGISTOS”, mantêm nos nossos dias a mesma força espiritual que continua a cimentado a Fé, no mais profundo enraizamento humano.”

Confecção e Restauro de Registos e Arte Sacra – Artesanais

Francisco Jose Neto diz de si:

Há Quanto tempo…………………… Os “REGISTOS” de Santos, tiveram uma forte expressão a partir de meados do Século XVIII, assumindo uma função testemunhal do cumprimento de um voto, ou tão-somente uma manifestação de fé.

Minha mãe, que tinha um registo de “NªSª Aires” {Viana do Alentejo} a necessitar de restauro urgente. Eu me propus à sua recuperação, sabia que por tentativas iria conseguir. E consegui!

Com quem aprendeu……. …………Nos últimos anos tenho visitado alguns antiquários, desde Valença do Minho à Zona da Sé e S. Bento em Lisboa, à procura de registos, na tentativa de descobrir novos manuseais de ensinamento desta peças de Arte Sacra.

Onde Aprendeu……………………… Os ”REGISTOS” também serviam de proteção a um doente ou para decorar piedosamente os oratórios ou espaços privados, num sentir religioso profundamente intimista e personalizado. Foram estas características que me moveram a aprender e a conseguir descobrir as técnicas artesanais feitas nos conventos espanhóis e italianos, usadas na confeção destes tesouros artesanais.

Como Evoluiu …………………….….Descobri a técnica da filigrana de papel acidentalmente através de um site alemão, que com a venda de alguns materiais, disponibilizavam bibliografia elucidativa. Com alguma imaginação e sucesso eu consegui transpor para peças criadas por mim. Nos últimos tempos tenho aperfeiçoado o “Pergamano”, trabalho também ele em papel

Processos técnicos de evolução…..Os Registos são peças de devoção com inspiração para imagem de Arte-Sacra. Estas imagens em estamparia acentam em tecidos de fundo rico e decorativos envoltas em trabalho profuso de materiais dourados em tecidos ou papel. Este tipo de decoração é fechado em caixas de vidro de diversa forma {retang; oval; hexago.; etc} ou molduras em cartão. O trabalho de decoração pode ser em filigrana de papel; missangas; pergamano ou o uso de pedras cristalinas coloridas.

Comédia: “Rabo de Saia” . Bilhetes à venda a partir de 10 de novembro

Rabo de Saia _ Cartaz Entroncamento_JPG net.jpgBilhetes à venda a partir de 10 de novembro no Posto de Turismo, Piscinas Municipais, Serviço de Águas da Câmara Municipal e na bilheteira do Centro Cultural no dia do espetáculo uma hora antes (caso não esgotem anteriormente).

Sinopse

Manel tomou uma decisão radical: mudou de sexo.

Ser homem já não era nenhum mistério para o Manel: os 40 revelaram-se mais de crise do que ternura; os 50 trouxeram-lhe ainda mais loucura e agora, questionado sobre o que fazer com uma choruda herança, percebeu já ter vivenciado tudo o que os cromossomas XY lhe podiam oferecer. A grande frustração foi durante toda a sua máscula existência não ter sido capaz de decifrar o maior enigma de todos os tempos: ser mulher.

Para a missão ser bem-sucedida conta com os amigos de sempre, que entre o choque, a ganância e a atração, esforçam-se por lembrar que aquele belo rabo de saia ainda ontem só usava calças, confrontando-se hilariantemente com os seus próprios preconceitos, desejos, traumas e identidade.

“Rabo de Saia” conta a história dos já conhecidos quatro amigos Quim (António Melo), António (Fernando Ferrão), Xavier (Joaquim Nicolau) e Manel (Almeno Gonçalves) … que agora é Manela. Ou Tânia, ou Rute, ou… ainda não escolheu.

Depois da “Crise dos 40” e da “Loucura dos 50” este tão especial grupo de compinchas volta a rever-se, após quase dois anos sem se encontrarem. Muita coisa mudou na vida deles, mas outras mantêm-se intactas. As suas personalidades, por exemplo…

Esta comédia é mais um capítulo na vida dos personagens Quim, António, Xavier e Manel. É surpreendente, arrojada e plena de humor, mas ao mesmo tempo faz-nos pensar sobre a importância das coisas aparentemente mais elementares nas nossas vidas. Coisas como o trabalho (ou falta dele), a amizade, o amor, a família, etc… e a forma como encaramos cada uma delas à medida que a idade avança.

“Rabo de Saia” é um cocktail de emoções.